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O ESTADO DO PARANÁ, 29 de julho de
2010 | Economia
Desemprego cai a 12,7% em 7 regiões
do País
A taxa de desemprego recuou para 12,7% em sete das principais regiões
metropolitanas do País, segundo pesquisa divulgada hoje pela
Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O desemprego
estava em 13,2% em maio nas mesmas regiões e 14,6% em junho
de 2009. No mês passado, o contingente de desempregados foi
estimado 2,795 milhões de pessoas - 109 mil a menos que em
maio.
O rendimento médio real
(descontada a inflação) dos ocupados teve alta de 1,1%
em maio ante abril, passando a R$ 1.259. Na comparação
com maio de 2009, o rendimento subiu 2,7%. Já o nível
de ocupação teve alta de 0,8% em junho ante maio, com
a criação de 160 mil postos de trabalho. Todos os setores,
exceto a indústria, registraram aumento de vagas.
No setor de serviços,
a ocupação aumentou 1,1%. No comércio, houve alta
de 1,3% e nos outros setores ocorreu expansão de 0,7%. Na construção
civil, o aumento foi de 0,5%. Na indústria, houve relativa estabilidade,
com variação negativa de 0,2%. Na comparação
com junho de 2009, o nível de ocupação teve elevação
de 3,9%.
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Dieese, 29 de julho de 2010
Desemprego continua caindo, segundo
o Diesse
Em junho, a taxa de desemprego no conjunto de regiões que compõem
o Sistema PED - Distrito Federal e regiões metropolitanas de
Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São
Paulo - reduziu-se para 12,7%, frente aos 13,2% registrados em maio.
Os dados fazem parte de pesquisa realizada regularmente pelo convênio
mantido entre DIEESE e Fundação Seade, com apoio do Ministério
do Trabalho e Emprego e parceria com instituições e governos
regionais. Em junho de 2009 a taxa de desemprego chegava a 14,6%.
Belo Horizonte, onde a taxa
de desemprego ficou em 8,5%, em junho, apresentou o melhor resultado,
com uma redução de 11,5%, em comparação
com maio e de 22,7%, em relação a junho de 2009. Também
em Porto Alegre, a taxa de desemprego teve um dígito (9,5%),
mas apresentou pequena retração em relação
ao mês anterior (-1,0%), ainda que tenha sido grande o recuo do
desemprego em um ano (-20,8%).
Outros estados
A taxa de desemprego ficou estável,
em maio, em 10,6%, em Fortaleza, mas caiu 14,5%, em comparação
com junho de 2009. Na Grande São Paulo, a taxa de 12,9% representou
um recuo de 3,0% em um mês e de 9,2%, em doze meses (a menor variação
entre as regiões pesquisadas no período). O Distrito Federal
apresentou taxa de desemprego de 14,0%, com queda de 2,1%, em um mês,
e de 14,6%, em um ano. Em Salvador, a taxa de desemprego teve redução
de 8,2%, em relação a maio e de 21,6%, frente a junho
do ano passado, e correspondeu a 16,7%. A maior taxa foi registrada
em Recife (17,6%), com recuo de 3,8% no mês e de 9,3%, em um ano.
O total de desempregados, no
conjunto de regiões pesquisadas, ficou, em junho, em 2.795 mil
pessoas, 109 mil a menos que em maio. Em relação a junho
do ano passado, a redução foi de 380 mil.
O nível de ocupação
cresceu 0,8%, em junho, com a criação de 160 mil ocupações.
Com isso, o total de ocupados nas sete regiões pesquisadas foi
estimado em 19.228 mil pessoas. Em um ano, foram criados 729 mil postos
de trabalho nas áreas pesquisadas.
Quando se analisa a ocupação
por região, verifica-se expansão em todas elas, com destaque
para Salvador (2,9% no mês e 8,0% no ano). Em Fortaleza e Belo
Horizonte o crescimento foi de 0,8% em comparação com
maio. Em relação a 2009, houve aumento de 6,8%, na primeira
e de 1,7%, na segunda. A elevação da ocupação,
em São Paulo, foi de 0,7%, em um mês e de 3,4%, em 12.
Distrito Federal e Porto Alegre apresentaram expansão de 0,4%,
frente a maio. Em 12 meses a elevação foi de 5,5%, na
primeira e de 2,5%, na segunda. Recife registrou variação
positiva de 0,3% no nível de ocupação em um mês,
e de 4,7%, no ano.
Dentre os diferentes setores
de atividade, a Indústria apresentou pequena variação
negativa de 0,2%, frente a maio, e o total de postos foi estimado em
2.970 mil. Em relação a junho de 2009, o incremento foi
de 9,3%. Foi pouco expressivo, no mês, o avanço da Construção
Civil (0,5%), setor onde trabalham 1.227 mil pessoas e que registra
expansão de 10,7%, no ano.
O rendimento médio real
dos ocupados cresceu 1,1%, em maio, passando a corresponder a R$ 1.259,
enquanto o salário médio real teve aumento de 1,0% e seu
valor ficou em R$ 1.322. Em 12 meses, o rendimento médio real
dos ocupados cresceu 2,7% e o dos assalariados aumentou 0,7%.
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FOLHA DE LONDRINA, 29 de julho de 2010 | Economia
Produção industrial perde
ritmo no segundo trimestre
Indicador mostra que a atividade industrial
não está super aquecida e que não existem pressões
no setor que poderiam levar a um aumento da inflação
Brasília e São
Paulo - A produção industrial brasileira perdeu ritmo
no segundo trimestre do ano, de acordo com a Sondagem Industrial divulgada
pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Em uma escala onde valores acima de 50 pontos indicam crescimento, o
indicador de evolução da produção em junho
ficou em 51,8 pontos, revelando que atividade manteve-se praticamente
estável em relação ao mês anterior. Em maio,
o índice havia ficado em 54,9 pontos.
O uso da capacidade instalada
(UCI) ficou abaixo do usual para o mês de junho. Pela mesma metodologia,
o indicador ficou em 48,4 pontos no mês, enquanto em maio havia
registrado 50,3 pontos. ''O indicador mostra que a atividade industrial
não está super aquecida'', afirmam os responsáveis
pela pesquisa. Ainda assim, de acordo com a CNI, a indústria
operou com 75% da capacidade instalada no segundo trimestre, um ponto
porcentual acima do desempenho obtido nos três primeiros meses
do ano. Os estoques também continuaram pouco abaixo do planejado
pelos empresários em junho, com indicador em 49,2 pontos, considerando
o patamar de 50 pontos como o marco de referência. A sondagem
industrial foi feita entre os dias 30 de junho e 20 de julho, ouvindo
1.353 empresas.
Emprego
A sondagem mostrou também
que o ritmo de expansão nas contratações do setor
continuou no segundo trimestre deste ano, mesmo que de forma moderada.
Em uma escala onde valores acima de 50 pontos representam crescimento,
o indicador do número de empregados na indústria registrou
54,6 pontos entre abril e junho. Nos três primeiros meses do ano,
o indicador havia ficado em 55,5 pontos. Pequenas, médias e grandes
empresas aumentaram o número de funcionários no trimestre.
Pela análise setorial, apenas as indústria de couro, móveis
e madeira reduziram a mão de obra empregada no período.
''Os empresários continuam apostando em aumento da demanda, com
expectativas altas, à exceção das exportações.
Por isso, as companhias devem continuar os investimentos e contratação
de trabalhadores, com ritmo menor, mas com crescimento'', avaliou o
gerente-executivo de Análise da CNI, Renato da Fonseca.
Pressões
A estagnação no
ritmo de crescimento da produção industrial e a queda
na utilização da capacidade instalada (UCI) nas fábricas
nos últimos meses, conforme Sondagem Industrial divulgada ontem
pela CNI, demonstram que não existem pressões no setor
que poderiam levar a um aumento da inflação, avaliou Marcelo
Azevedo, analista da entidade. ''Os dados mostram que não há
descompasso entre oferta e demanda. A indústria está operando
sem pressão na utilização da capacidade instalada
e os estoques estão próximos do planejado'', afirmou Azevedo.
Para o gerente-executivo de
Análise da CNI, Renato da Fonseca, como a produção
industrial, apesar de estável, tem conseguido acompanhar o ritmo
da demanda, não haveria motivos para um novo aumento na taxa
básica de juros. Na semana passada, o Comitê de Política
Monetária (Copom) elevou em 0,5 ponto porcentual a Selic, para
10,75% ao ano. ''O mecanismo de aumento dos juros é voltado para
conter a demanda. Mas o problema é que você acaba afetando
muito mais investimento do que consumo, principalmente no que diz respeito
às expectativas dos empresários para investimentos futuros'',
disse Fonseca. ''Sem investimentos você fica preso nessa situação
e, quando a economia cresce, precisa aumentar novamente os juros pra
conter a demanda'', completou.
Eduardo Rodrigues e Francisco
Carlos de Assis
Agência Estado
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FOLHA DE LONDRINA, 29 de julho
de 2010 | Economia
Benefício fiscal do Minha Casa,
Minha Vida vai até 2014
Medida provisória eleva ainda
o limite no preço do imóvel que passa de R$ 60 mil para
R$ 75 mil; renúncia fiscal é estimada em R$ 20,25 milhões
O governo Lula prorrogou a segunda
etapa do programa Minha Casa, Minha Vida. O benefício tributário
agora vai valer durante todo o mandato do próximo presidente
eleito, no período de 2011 a 2014. O prazo terminava em dezembro
de 2013, mas o governo decidiu alterá-lo por meio da Medida Provisória
(MP) 497, publicada ontem no Diário Oficial da União.
A MP aumenta também o
valor comercial do imóvel que poderá ser considerado de
interesse social abrangido no programa, passando de R$ 60 mil para R$
75 mil. Isso implicará também maior número de imóveis
oferecidos.
''Os preços dos imóveis
influenciaram nessa decisão, mas não é só
isso. A ideia é que o sistema se torne mais atrativo. Foi usado
no sistema um preço de imóvel, mas eu suponho que, de
tempos em tempos, ele terá que ser revisto'', disse o subsecretário
de Tributação da Receita Federal, Sandro de Vargas Serpa.
Para ele, haverá grande
benefício para os consumidores, porque um número maior
de projetos deverá ser apresentado e, com isso, aumentará
também o número de empreendimentos beneficiados com o
regime especial de tributação do programa, aumentando
a oferta de imóveis.
Com a medida, o governo deixará
de cobrar R$ 20,25 milhões em impostos.
Daniel Lima
Agência Brasil
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BEM PARANÁ , 29 de
julho de 2010 | Economia
Minha casa minha vida
Valor do imóvel passa de
R$ 60 para R$ 75 mil
Governo decidiu ainda estender os incentivos
fiscais até 31 de dezembro de 2014
O valor comercial do imóvel do programa Minha Casa, Minha Vida
passa de R$ 60 mil para R$ 75 mil, conforme Medida Provisória
(MP) 497, publicada ontem em Dário Oficial da União. Além
disso, os incentivos fiscais para o programa vão durar até
31 de dezembro de 2014. O prazo terminava em dezembro de 2013.
O aumento do valor do imóvel deverá refletir em um número
maior na oferta de imóveis oferecidos. “Os preços
dos imóveis influenciaram nessa decisão, mas não
é só isso. A ideia é que o sistema se torne mais
atrativo. Foi usado no sistema um preço de imóvel, mas
eu suponho que, de tempos em tempos, ele terá que ser revisto”,
disse o subsecretário de Tributação da Receita
Federal, Sandro de Vargas Serpa.
Para ele, haverá
grande benefício para os consumidores, porque um número
maior de projetos deverá ser apresentado e, com isso, aumentará
também o número de empreendimentos beneficiados com o
regime especial de tributação do programa, aumentando
a oferta de imóveis. Esse regime especial, segundo Serpa, permite
a construtoras e incorporadoras de imóveis pagar apenas 1% e
não 6%, como normalmente, sobre um grupo de impostos, como o
Imposto de Renda Pessoa Jurídica, a Contribuição
para a Seguridade Social, Contribuição Social sobre Lucro
Líquido e o Programa de Integração Social (PIS).
Com a medida, o governo deixará de cobrar R$ 20,25 milhões
em impostos.
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Correio Braziliense, 29
de julho de 2010
Como uma inconveniente legislação
deixou as eleições sem graça
Quem quiser sustentar a tese de que nossa legislação
eleitoral é satisfatória terá poucos motivos. Salta
aos olhos da maioria do país que ela é inconveniente e
que já é mais que hora de mudá-la em profundidade.
Só por conveniência a defendem. Ninguém acha, com
sinceridade, que seja boa, e, quando alguém finge admirá-la,
é por puro oportunismo.
Por Marcos Coimbra*, no Correio Braziliense
Semana passada, por exemplo, para (pela milionésima vez) criticar
o que Lula faz, uma de nossas revistas semanais mais importantes disse,
em editorial, que “... no Brasil de hoje, o governante se insurge
de maneira histérica contra leis intrinsecamente boas, democraticamente
feitas e aprovadas. A pouco mais de dois meses da votação
em primeiro turno, zomba abertamente da consagrada Lei Eleitoral brasileira”.
É impressionante a quantidade
de equívocos em um parágrafo tão curto. Independentemente
das estocadas que querem dar em Lula, nenhuma dessas avaliações
faz sentido. Embora seja um truísmo dizer foram feitas democraticamente
(pois isso só não seria verdade se vivêssemos em
uma ditadura), elas não são nem boas, nem aprovadas pela
maioria da opinião pública. Portanto, nossa Lei Eleitoral
pode ser tudo, menos “consagrada”.
São muitas as mostras
de que elas são, ao contrário, más e que, por isso,
insurgir-se contra elas não é histeria ou consiste em
zombaria. Nossas leis eleitorais são tão ruins que fazem
com que fiquemos cada dia mais distantes do que é desejável
em uma cultura democrática.
Um dos maiores jornais do Rio
de Janeiro trouxe, este fim de semana, reportagem sobre suas consequências
nos programas humorísticos da televisão. À primeira
vista, poder-se-ia dizer que é algo secundário, quase
irrelevante na discussão política mais “séria”.
Afinal, que significado teria o humor na vida política de uma
sociedade?
Quem imaginar que pequeno (ou
nenhum) incorreria em erro. O humor é um componente fundamental
das relações saudáveis entre cidadãos e
políticos, governos, candidatos e eleições. Rir
deles é uma maneira de reduzir distâncias, de dessacralizá-los,
de trazê-los para a esfera de ação das pessoas comuns.
Em outras palavras, de aprofundar os valores mais básicos da
democracia, igualitários e anti-hierárquicos. Não
há nada mais genuinamente democrático que rir dos poderosos
e suas atribulações.
Pois bem, na contramão
de nossas antigas tradições, de sempre encontrar motivos
para ironizar e brincar com os políticos e os candidatos, tão
típicas da cultura brasileira, a legislação atual
faz o oposto. Se depender dela, o humor está banido.
Ouvidos, os responsáveis
pelos programas humorísticos de maior audiência foram unânimes.
Nenhum pretende trazer as eleições para suas brincadeiras.
Alguns pensam inventar personagens, para não deixar de falar
nelas, nem que seja através de candidatos fictícios. Nada
de graças, paródias, ironias ou piadas com os candidatos
reais.
Os humoristas têm medo
da legislação e têm razão. Ela cerceia a
expressão, inibe a manifestação e ameaça
os que tratam sem salamaleques o mundo da política. No seu artigo
45, a Lei nº 9.504/97 proíbe as emissoras de televisão
de fazer coisas que, “de qualquer forma, degradem ou ridicularizem
candidato, partido ou coligação”. Quem a descumprir
está sujeito a multa de até 106 mil reais, que dobra na
reincidência.
Que inveja dos americanos! Lá,
ninguém poupa candidato nenhum, nem humoristas, nem apresentadores
ou âncoras de talk-shows. Quem entra na chuva das eleições
sabe que pode se molhar. Que o diga Sarah Palin, candidata a vice na
chapa republicana derrotada em 2008. Merecia ser ridicularizada e o
foi sem piedade. Imagine se lá existisse um Índio...
Por trás das proibições
à graça e ao humor, está o espírito que
atravessa por inteiro nossa legislação eleitoral: a desconfiança
na capacidade de discernimento do cidadão, de que ele consiga
julgar sozinho, de que possa prescindir de patronos. No dia em que nossas
leis reconhecerem que o eleitor não precisa ser tratado com paternalismo,
começaremos a construir uma cultura política verdadeiramente
democrática. Onde rir dos candidatos é um direito que
nenhuma falsa circunspecção deve reprimir.
* Marcos Coimbra é sociólogo
e presidente do Instituto Vox Populi
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IG, 29 de julho de 2010
Vox Populi/Band/iG: Dilma Roussef
(PT) alcança José Serra (PSDB) em MG
Pesquisa Vox Populi/Band/iG,
desta terça-feira (27), mostra que a petista Dilma Rousseff e
o tucano José Serra estão tecnicamente empatados em Minas
Gerais. Embora a diferença esteja dentro da margem de erro, é
a primeira vez que Dilma aparece à frente de Serra no segundo
maior colégio eleitoral do País.
Dilma tem 37%, Serra 33%, Marina
Silva (PV) 8%, Mário de Oliveira (PT do B) e Eymael (PSC) 1%
e os demais candidatos não pontuaram. Os brancos e nulos somam
5% e os indecisos 15%. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais
para mais ou para menos.
Tecnicamente Serra e Dilma continuam
empatados pois o tucano poderia chegar no máximo a 36% e a petista
no mínimo a 34%. Mas a inversão na liderança da
disputa em Minas é inédita. Na pesquisa anterior, divulgada
dia 21 de maio, Serra aparecia com 38% e Dilma 35%, também em
empate técnico. Marina tinha os mesmos 8%.
Em janeiro, quando o quadro
eleitoral estava indefinido e a candidatura de Ciro Gomes (PSB) ainda
era cogitada, o tucano tinha 43% contra 28% da petista.
A rejeição ao
tucano aumentou de 12% para 19% no Estado e a de Dilma manteve-se estável,
oscilando de 14% para 13%, desde maio.
Em um eventual segundo turno,
a petista, com 41%, e o tucano, com 38%, continuam tecnicamente empatados.
Em maio, Serra aparecia com 42% e Dilma com 40%.
Na pesquisa espontânea
Dilma tem 22%, Serra 20%, Marina 4%, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (que não é candidato) 5% e o candidato apoiado
por ele 1%.
Avaliação
do Governo
A avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
subiu de 77% para 83%. Segundo a pesquisa, 35% dos entrevistados disseram
que votariam no indicado por Lula dependendo do candidato, 31% votariam
com certeza, 23% não levariam em conta a orientação
do presidente e apenas 7% não votariam no candidato de Lula.
O Bolsa Família lidera
o ranking dos programas federais com 27% de aprovação
seguidopelo Minha Casa Minha Vida com 21%, Pro-Uni com 12%, Luz para
Todos com 9% e o Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) com 7%.
Quase a metade dos entrevistados,
49%, disseram que o próximo presidente deve manter a maioria
dos programas e mudar alguns e 34% defendem a manutenção
de todos os programas.
De acordo com o Vox Populi,
36% acreditam que as políticas serão mantidas por qualquer
candidato, 31% acham que só Dilma daria sequência e 15%
pensam que Serra e Marina não extinguiriam os programas, mas
só a petista daria ênfase a elas.
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Gazeta do Povo, 29 de julho
de 2010
PT
Dilma promete dar vida de classe média
a todos os brasileiros
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma
Rousseff, afirmou que o compromisso de seu governo será o de
erradicar a miséria. Ela destacou que deseja, caso seja eleita,
conduzir todos os brasileiros ao padrão de vida de classe média.
“De nada adianta um ponto
porcentual no PIB se não melhorar a vida do brasileiro. O primeiro
compromisso que eu tenho é com a erradicação da
miséria nesse país. Ele é o cerne do plano de governo”,
comentou a petista, que proferiu palestra em Natal (RN), durante a 62.ª
Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da
Ciência (SBPC).
Dilma lembrou que o governo
federal elevou 31 milhões de brasileiros para a classe média
e destacou que esse é o padrão mínimo que deseja
para os brasileiros. “Temos que fazer com que o país se
eleve”, disse.
“Mãe do PAC”
Chamada pelo presidente Lula
de a “mãe” do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) e do programa Luz para Todos, a candidata disse
também que, se eleita, será a “mãe”
de todos os brasileiros.
“O presidente Lula me
deu um legado, uma missão, que é cuidar do povo brasileiro”,
afirmou a ex-ministra da Casa Civil. “Eu vou honrar
esse legado, vou cuidar como uma mãe do povo brasileiro.”
Dilma pediu ainda aos eleitores
que não a deixem só, sem o apoio da maioria no Senado,
o que ocorre hoje no governo Lula. “Não me deixem sozinha
lá em Brasília”, pediu, ao microfone. “Elejam
senadores comprometidos com o Brasil”, completou.
Em Natal, a presidenciável
participou de uma caminhada na região central da cidade. O evento,
entretanto, começou sem a presença da candidata, que só
apareceu no meio do percurso, quando centenas de pessoas, animadas por
carros de som, bandeiras e fogos de artifício, já andavam
nas ruas.
A petista não caminhou
com a militância. Fez o percurso a bordo de um carro aberto, chamado
pelos presentes de “Dilmamóvel”, ao lado de seu vice,
deputado Michel Temer (PMDB-SP).
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DCI Online, 29 de julho
de 2010
Eleições 2010: DIAP
prevê renovação de 50% no Congresso Nacional
Por Abnor Gondim,
No DCI Online
Vai haver uma grande renovação,
nas eleições deste ano, com a troca de cerca da metade
dos integrantes do Congresso Nacional e nos governos estaduais. A avaliação
é do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap),
órgão que presta serviços a 900 entidades de trabalhadores.
Ainda assim, o índice
de renovação será inferior aos registrados pela
instituição em pesquisas desde a década dos anos
90. Mas atinge expressões nacionais que desistiram da reeleição,
a exemplo do deputado Ciro Gomes (PSB/CE), cuja candidatura à
Presidência foi sacrificada em favor da candidata do PT, Dilma
Rousseff. Há ainda o ex-ministro Antonio Palocci (PT/SP), que
vai trabalhar na campanha petista.
Para Antônio Augusto de
Queiroz, diretor de Documentação do Diap, o Brasil é
o único País que registra essa alta taxa de renovação.
Em parte, ele atribui isso ao alto custo das campanhas e também
aos efeitos da Lei Ficha Limpa, que torna inelegível quem já
foi condenado por grupo de juízes ou renunciou a mandato eletivo.
"Isso indica a necessidade
de uma ampla reforma política, com a criação do
financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais",
afirmou ao DCI.
Para o Senado, nas eleições
de 2010, o prognóstico do Diap é que entre 15 e 20 senadores
consigam renovar seus mandatos, numa renovação mínima
de 72,22% e 62,96% das vagas em disputa e máxima de 48,15% e
41,97% da composição total da Casa.
É um alto índice
de renovação, mas bastante inferior ao de 1994, quando
9 dos 54 senadores foram reeleitos. Ou seja, houve renovação
de 83% em relação às vagas em disputa e de 55%
em relação à composição total do
Senado, que é de 81 vagas.
Em relação ao
Senado, o órgão fez um prognóstico em cada estado.
Em São Paulo, por exemplo, o coordenador do Diap avaliou que
"o senador Romeu Tuma [PTB/SP] não tem a menor chance de
se reeleger. O mesmo acontece com o senador Mão Santa (PMDB/PI)".
Ainda no estado, com "média
chance de ser eleito" ao Senado, são citados pelo órgão
o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), o ex-secretário
do governo Aloysio Nunes Ferreira e o veredor Netinho de Paula (PCdoB).
À frente está a ex-ministra Marta Suplicy (PT/SP) .
Em 2002, quando houve também
a renovação de 2/3 da Casa, apenas 14 dos 54 senadores
se reelegeram, numa renovação de 74,93% das vagas em disputa
e de 49,38% em relação à composição
total do Senado.
As futuras bancadas do Senado,
tendo por parâmetro a atual composição partidária,
sofrerão pequenas oscilações, para cima ou para
baixo. A oposição será a principal prejudicada.
A tendência é que PT, PSB e PP cresçam e DEM, PSDB,
PMDB, PTB, PDT e PR reduzam suas bancadas.
O PT, que atualmente possui
nove senadores, sendo que sete deles encerram seus mandatos em 2011,
remanescendo apenas dois com mandato até 2015, poderá
eleger entre 11 e 13 neste pleito, chegando a uma bancada entre 13 e
15 senadores.
Sai de quarta para a segunda
bancada, superando PDSB e DEM, ficando atrás apenas do PMDB,
que atualmente conta com 18 senadores e renova 15 cadeiras neste pleito,
permanecendo apenas três senadores com mandato até 2015.
O PMDB deve eleger entre 12 e 14 senadores.
Na Câmara dos Deputados,
o coordenador do Diap disse prever que a renovação deve
ficar em mais de 50% das 513 cadeiras. Essa é média da
renovação registrada nas eleições de 1990
(62%), 1994 (54%), 1998 (43%), 2002 (46%) e 2006 (47%).
De saída, haverá
uma renovação em torno de 20%. Segundo Queiroz, custos
de campanha e a imagem negativa dos políticos em geral e dos
parlamentares federais em particular parece ter motivado a desistência
de 34 deputados, que não concorrem a nenhum cargo nestas eleições.
Esse número é
um pouco mais que o dobro do pleito de 2006, quando a avaliação
sobre o Congresso era pior e somente 15 deixaram de disputar postos
eletivos. Apesar disso, pelo menos 420 dos 513 deputados, ou 81,87%
da composição da Câmara, irão tentar a reeleição.
Dos 93 que não tentarão
renovar o mandato, 32 disputam uma vaga ao Senado, 10 são candidatos
a governador, 8 a vice, 5 a deputado estadual, 2 são suplentes
de senadores e dois são candidatos a vice-presidente da República
- Michel Temer (PMDB) e Índio da Costa (DEM).
Entre os governadores, haverá
renovação de mais da metade porque apenas 12 vão
tentar a reeleição. Dez governadores se desincompatibilizaram
para disputar novos cargos como Senado.
Vai haver uma grande renovação,
nas eleições deste ano, com a troca de cerca da metade
dos integrantes do Congresso e dos governos estaduais. A avaliação
é do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap),
órgão que presta serviços a 900 entidades de trabalhadores.
O diretor da entidade, Antônio
Augusto de Queiroz, atribui o cenário ao alto custo das campanhas
e também aos efeitos da Lei Ficha Limpa.
Para o Senado, nas eleições
de 2010, o prognóstico é que entre 15 e 20 senadores consigam
renovar seus mandatos. Os senadores Romeu Tuma (PTB/SP) e Mão
Santa (PSC/PI), por exemplo, não teriam chance de reeleição.
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DCI Online, 29 de julho
de 2010
Eleições 2010: bancada
dos que desistem de disputar tem salto de 50%
Por Abnor Gondim,
No DCI Online
Um total de 32 deputados federais
jogou a toalha nas eleições deste ano. Não vão
ser candidato a nada. Eles representam apenas 6% dos 513 parlamentares
da Casa. Ainda assim, a bancada dos que desistiram cresceu quase 50%
em relação a 2006, quando 22 deixaram de ir às
urnas.
Ao menos quatro lideranças
de ficha-limpa deixam a corrida eleitoral. Em têm em comum o fato
de reclamarem do alto custo da campanha - ao menos R$ 500 mil - e não
quererem pedir dinheiro a doadores. Vários se queixam do controle
que as cúpulas exercem sobre os partidos. Há os que se
antecipam à Lei Ficha Limpa; outros preferem aposentadoria ou
projetos pessoais.
O levantamento é do Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que presta serviços
a sindicatos e a associações de trabalhadores. Para o
coordenador de Documentação da entidade, Antônio
Augusto de Queiroz, "há algo de muito errado" quando
entre os não-candidatos estão parlamentares de "estatura
política, ética, moral e intelectual".
Entre eles, Queiroz relaciona
o líder do PPS, Fernando Coruja (SC); o ex-presidente da Câmara
e co-autor da emenda dos royalties, Ibsen Pinheiro (PMDB/RS); o secretário-geral
do PT, José Eduardo Cardoso (SP); e o ex-governador de Pernambuco
Roberto Magalhães (DEM/PE).
"O sistema político
brasileiro é superado e envelhecido", disse Ibsen Pinheiro
ao DCI. "Esse sistema obriga o candidato a pedir dinheiro para
financiar a campanha. Eu não quero mais isso". Ele se sente
traído por não ter conseguido apoio nem do próprio
partido nem do PT para fazer a reforma política com financiamento
público exclusivo de campanha.
Posição coincidente
é a de Cardoso: "Nosso sistema político gera uma
relação promíscua entre doador e o que recebe,
e é a porta de entrada da corrupção".
Mas, em vez de abandonar a política,
Cardoso mergulhou na coordenação da campanha da presidenciável
Dilma Rousseff (PT) e já é cotado para ser ministro da
Justiça em caso de vitória. Um ministério é
o que pode ser reservado para outro petista que também trocou
a reeleição pela coordenação da campanha
de Dilma - o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (SP).
Em seu terceiro mandato, Coruja
reclamou da "ditadura das maiorias". Segundo ele, "existe
no País uma capacidade muito grande dos Executivos no sentido
de cooptar, não só no Congresso, mas também em
assembleias legislativas e câmaras municipais".
No quarto mandato, o deputado
Roberto Magalhães lamentou o alto custo da campanha, agravado
pelo veto ao uso de outdoors, uma peça mais barata.
A bancada dos desistentes conta
ainda com desiludidos, caso do ex-presidenciável Ciro Gomes (PSB/CE),
cuja cúpula partidária preferiu Dilma.
Outro é o deputado Vic
Pires Franco (DEM/PA), com quatro mandatos. Dois vão deixar seu
legado para os filhos: Nelson Trad (PMDB/MS), pai do prefeito Nelson
Trad Filho, de Campo Grande; e José Mendonça Bezerra (DEM/PE),
um recordista, com 11 mandatos, pai do ex-governador José Mendonça
Filho, que vai concorrer à Câmara.
Um novo desafio é o que
levou o ex-ministro da Saúde Alceni Guerra a trocar a reeleição
pelo combate ao crack. Também da área de saúde,
o primeiro-secretário da Mesa da Câmara, Rafael Guerra
(PSDB/MG), preferiu voltar a coordenar cursos de pós-graduação
de Medicina.
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Gazeta do Povo, 29 de julho
de 2010
Fiscalização
Lançado site para políticos
“limpos”
Entidades de combate à corrupção eleitoral lançaram
ontem o portal do Ficha Limpa (www.fichalimpa.org.br), um site que vai
cadastrar os candidatos que passarem pela peneira das novas regras eleitorais
e que se comprometerem a prestar contas da arrecadação
e das despesas da campanha em tempo real, pela internet. Segundo informações
do Instituto Ethos, os concorrentes poderiam divulgar a prestação
de contas voluntária de suas campanhas eleitorais, com informações
semanais da origem e do montante de recursos obtidos, bem como o de
gastos realizados. Assim, os políticos poderiam se antecipar
à legislação eleitoral, que divulga a prestação
de contas 30 dias após o término do pleito.
O site começa a funcionar
hoje e as informações dos candidatos cadastrados de todos
os estados e Distrito Federal estarão disponíveis para
qualquer internauta. Há um sistema de busca que pode combinar
filtros como nome, número de inscrição no Tribunal
Regional Eleitoral (TRE), idade, gênero, cor/etnia, cargo a que
concorre, estado e partido.
O site também permitirá
ao internauta questionar o teor das informações dos candidatos
registrados a partir da apresentação de documentos comprobatórios.
As possíveis denúncias serão recebidas pelo administrador
do site e encaminhadas aos tribunais estaduais e ao Tribunal Superior
Eleitoral (TSE).
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CGTB, 29 de julho de 2010
Centrais: Previdência deve
divulgar empresas com acidentes de trabalho
O representante da CGTB no Conselho
Nacional de Saúde (CNS), Jorge Venancio, afirmou que o Ministério
da Previdência Social precisa divulgar os números e as
empresas com acidentes de trabalho porque existem firmas se escondendo
para continuar matando e mutilando trabalhadores.
O Ministério da Previdência
alega que os dados e as informações deste tipo devem ser
mantidos sobre sigilo fiscal.
"Essa é uma reivindicação
das centrais. É preciso divulgar principalmente dados por morte
e invalidez. Não podemos continuar escondendo as empresas que
estão matando e aleijando. Não há porque por causa
do sigilo deixar de publicar esses números", disse Venancio.
O próprio ministério
avalia que os acidentes de trabalho provocam, aproximadamente, uma média
anual de mil mortes e oito mil aposentadorias por invalidez no Brasil.
"Com a divulgação,
irá aumentar a fiscalização do Ministério
do Trabalho, dos sindicatos e será bom para alguns empresários,
pois irá separar o joio do trigo. Saberemos realmente quem se
preocupa com a segurança dos trabalhadores", explicou Jorge
Venancio.
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O ESTADO DO PARANÁ,
29 de julho de 2010 | Economia
Ponto eletrônico ainda é
motivo de discordâncias
Helio Miguel, com agências
Em pouco menos de um mês,
os fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) já
poderão começar a vistoriar se as empresas estão
cumprindo as novas normas do ponto eletrônico.
Porém, uma resolução
publicada esta semana pelo órgão determinou que multas
só poderão ser aplicadas, sem notificação
anterior às empresas, a partir de 25 de novembro.
Enquanto isso, a correria para
adequação às normas continua. Os equipamentos podem
custar até R$ 6 mil e ainda são objeto de protestos de
empresários. A instituição do novo dispositivo
para controle de horários de trabalho - chamado de Registro Eletrônico
de Ponto (REP) - aconteceu em agosto do ano passado.
De acordo com a norma, as empresas
teriam um ano, ou até 26 de agosto próximo, para instalar
o equipamento. Porém, como as normas trabalhistas impõem
o critério da dupla visita no período de 90 dias do início
da vigência de novas regras, as autuações não
podem ocorrer imediatamente a partir desse prazo.
A advogada Lisiane Mehl Rocha,
responsável pelo setor trabalhista do Escritório Augusto
Prolik, explica que os fiscais que encontrarem irregularidades precisam,
antes, notificar a empresa para que ela se regularize.
“Os fiscais terão
que fixar prazo para adaptação. Não podem simplesmente
autuar e impor multa”, diz. A autuação só
pode ser feita depois que uma segunda vistoria encontre, novamente,
a irregularidade.
As empresas, nesse período,
também devem ser informadas com antecedência de que serão
fiscalizadas em 30 a 90 dias, a critério do fiscal. Ambas as
partes podem, ainda, acertar prazo para adaptação.
O ministro do Trabalho, Carlos
Lupi, reforçou que nos primeiros 90 dias a ação
dos fiscais será educativa: “O prazo poderá ser
superior, porque primeiro é preciso que o empregador receba um
aviso prévio, informando a data da primeira visita.”
Lupi disse que não falou
com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a exigência,
mas crê que ele seja favorável, pois o objetivo é
preservar os direitos dos trabalhadores, como o pagamento de horas extras.
Ele diz que o sistema pode diluir o risco de ações trabalhistas.
Reclamação
Ainda assim, o presidente da
Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson
Braga de Andrade, pediu nesta terça-feira ao presidente Lula
o adiamento da entrada em vigência do ponto eletrônico.
Andrade afirmou ter obtido de
Lula a garantia de que o governo estudará o pedido e poderá
criar, no âmbito da Casa Civil, um grupo de trabalho para avaliar
que medida alternativa pode ser adotada.
“Defendemos a suspensão
do ponto, que desagrada a empresário e ao trabalhador. O custo
para instalação do ponto, da máquina, do software
é de R$ 6 bilhões”, disse Andrade.
Ele acredita que filas enormes
de trabalhadores serão criadas, e lembra que os funcionários
estarão obrigados a guardar, por cinco anos, os comprovantes
de entrada, saída e de intervalo do serviço. “É
um absurdo do ponto de vista ecológico e burocrático”,
completou.
Pela nova regra, só
estarão regulares equipamentos já registrados pelo MTE,
que devem obedecer uma série de regras. No site www.mte.gov.br/pontoeletronico
há uma lista com os modelos permitidos e seus fabricantes.
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Agência Senado, 29
de julho de 2010
Trabalhador de baixa renda que
esteja desempregado poderá ter carteira de motorista financiada
pelo FAT
O trabalhador de baixa renda
que está desempregado poderá ter o custo da carteira nacional
de habilitação (CNH), obrigatória para dirigir,
financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). É o que
prevê o PLS
528/09, projeto pronto para entrar na pauta de votações
do Plenário. O autor da proposta, senador César Borges
(PR-BA), considera a obtenção da carteira de motorista
como qualificação profissional.
O texto modifica a Lei 7998/90,
que regula o Programa do Seguro-Desemprego, o Abono Salarial e institui
o FAT, para inserir a CNH entre as ações a serem promovidas
pelo Programa Seguro-Desemprego. Atualmente, o programa prevê
o auxílio aos trabalhadores na busca ou preservação
do emprego, promovendo, para tanto ações integradas de
orientação, recolocação e qualificação
profissional.
Para César Borges, tal
medida permitirá aos trabalhadores fora do mercado obter qualificação
profissional, ampliando-se assim as oportunidades de emprego, o que
também aumentará as chances de permanecer empregado.
Caso aprovado, o projeto seguirá
para a Câmara dos Deputados.
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O Estado de S.Paulo, 29 de julho de 2010
Santos tem autorização
para exportar amianto
Apesar de o Estado de São
Paulo ter publicado lei que proíbe o uso de produtos que contenham
amianto, o porto de Santos recebeu autorização para exportar
o mineral.
A sentença foi julgada
procedente pelo juiz federal Décio Gabriel Gimenez, substituto
da 4.ª Vara Federal em Santos/SP. Para o juiz, a lei não
alcança o transporte, a armazenagem ou a realização
do comércio exterior. A lei federal 9.055/95 permite a produção
e o comércio do amianto no País, mas a substância,
que pode causar câncer, já foi banida em mais de 50 países.
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JORNAL DA MANHÃ, 29
de julho de 2010
Continua greve na Fosfertil em Uberaba
no Distrito 3
Desde a manhã da terça-feira
(27), 850 profissionais da área de montagem e manutenção
do Consórcio Fertil paralisaram os serviços de ampliação
da Fosfertil, reivindicando reajustes salariais e melhores condições
de trabalho.
Ontem, equipes da tropa de choque da Polícia Militar foram acionadas
até um dos portões do Complexo Industrial de Uberaba,
em frente à Fosfertil, no Distrito Industrial 3, para acompanhar
a movimentação dos grevistas.
De acordo com um dos integrantes
da comissão de reivindicações, Tiago Alves, a situação
dos colaboradores não se modificou em nada nas 24 horas de protesto.
“A empresa não demonstrou nenhum interesse de acordo, não
apresentou nenhuma proposta, mas está tudo em paz. Eles nos respeitam
e nós também os respeitamos”, pontuou.
Diretor do Sindicato dos Trabalhadores
em Montagens Industriais de Minas Gerais, (Sintramonti-MG), Vilmar de
Souza e Silva, disse que está prestando assistência necessária
em questões legais. “Quando o trabalhador para, ele precisa
do apoio de um sindicato, e aqui não estão respeitando
os trabalhadores, que pelo que eu pude observar, até nesse momento,
atuam em condições subumanas”, denunciou.
A construtora Consórcio
Fertil não quis se manifestar oficialmente, mas em contrapartida
enviou um comunicado aos funcionários. Na folha distribuída
junto ao transporte dos grevistas, ressaltam que o movimento eclodido
possui caráter ilegal e alerta que a paralisação
dos serviços na obra pode trazer prejuízos a seus empregados
e a todos aqueles que, direta ou indiretamente, venham a prejudicar
a continuidade dos serviços.
O documento ainda destacou
que a direção da construtora tomará as providências
necessárias para ajuizamento de ação judicial na
esfera trabalhista, e finalizando o texto, convoca todos a retornarem
imediatamente ao trabalho.
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JORNAL DE UBERABA, 29 de julho
de 2010 | Cidade
Trabalhadores do Consórcio Fértil
cruzam os braços
Trabalhadores terceirizados do Consórcio Fértil que prestam
serviço para a Fosfertil continuam com a paralisação
por tempo indeterminado em frente ao Complexo Industrial de Uberaba,
instalado no Distrito Industrial III. Ontem pela manhã, para
evitar que o clima ficasse tenso, foi necessário o acionamento
da Polícia Militar para conter os ânimos, quando centenas
de policiais estavam presentes.
Dos 1.200 funcionários do Consórcio Fértil, 800
aderiram à paralisação. São funcionários
que atuam nas áreas de mecânica, solda, carpintaria e montagem
de estruturas que reivindicam do Consórcio Fértil, formado
pelas construtoras Camargo Correa, Norberto Odebrecht e Promon Engenharia,
melhores salários e condições de trabalho.
O responsável pelo Sindicato dos Trabalhadores em Montagens Industriais
de Minas Gerais (Sitramonti-MG), Vilmar de Souza Silva, que trabalha
como caldeireiro de manutenção, afirmou à reportagem
do JORNAL DE UBERABA que a empresa está realizando uma prática
errada. "Aqui trabalham funcionários de várias empresas
(consórcio) que não estão cumprindo o que está
na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O cartão
de alimentação precisa ser revisto, necessitamos de ajuda
de custo, ter mais segurança no transporte e no trabalho. As
empresas estão fazendo acordo com o sindicato independente da
opinião do trabalhador, o que não vamos aceitar",
desabafa.
Silva ressalta que em certos locais está havendo vazamento de
gás, o que tem ocasionado sangramento no nariz em alguns funcionários;
por essa razão, o caldeireiro aponta a ausência de rota
de fuga na empresa. "Nós queremos negociar. Vamos continuar
com a greve por tempo indeterminado. Eles trazem um grupo de outros
estados, combinando um salário, quando chega aqui é bem
menos. São trabalhadores de diversas regiões, como Maranhão,
Piauí, Bahia, Rio de Janeiro, entre outras. Não temos
ouvidoria, não vamos admitir essa situação",
declara.
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SITRAMONTI-MG, 29 de julho
de 2010
SITRAMONTI-MG é convocado por trabalhadores
para intermediar negociações trabalhistas em Uberaba
Os trabalhadores terceirizados, responsáveis pela execução
das montagens dos equipamentos de expansão do Consórcio
Fertil, anunciaram a paralisação das atividades na manhã
de 27 de julho.
A greve foi deflagrada em obra
do Distrito Industrial III, em Uberaba, Minas Gerais, por funcionários
que prestam serviço para o Consórcio Fertil, formado pelas
construtoras Camargo Corrêa, Norberto Odebrecht e Promon Engenharia.
Os grevistas exigem 30% do adicional
de periculosidade, melhores salários e de condições
de trabalho nas áreas de mecânica, de solda, de carpintaria
e de montagem de estruturas.
Os trabalhadores convocaram
o SITRAMONTI-MG para representá-los na mesa de negociações.
A PM-MG est no local e efetuou a prisão de um dos membros da
Comissão de Negociação, os trabalhadores continuam
firmes na Greve.
A Luta Continua.
Pela libertação do companheiro Wellington Rodrigues de
Souza.
www.sitramontimg.com.br
Pelas reivindicações dos Trabalhadores.
Negociação Ja.
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